Casos de doenças respiratórias crescem com chegada do outono

Casos de doenças respiratórias crescem com chegada do outono

 

No dia 20 de março, iniciou-se o outono e com ele, o aumento na notificação de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), uma das causas da insuficiência respiratória. Segundo o boletim InfoGripe, publicado no início de abril pela Fiocruz, a maioria das ocorrências de SRAG estão relacionadas à infecção por influenza A, mais comum nos meses chuvosos.

“A insuficiência respiratória ocorre quando o pulmão falha em desempenhar uma de suas principais funções: o transporte de oxigênio para os órgãos vitais ou a eliminação do dióxido de carbono produzido pelo corpo, levando a insuficiência hipoxêmica e hipercápnica, respectivamente”, explica a pneumologista do Hospital Jayme da Fonte, Joana Lira.

Como consequência da sua gravidade, a insuficiência respiratória é uma das principais causas de internação em ambientes de terapia intensiva. Os afetados podem experienciar diminuição do nível de consciência, dificuldade de respirar, cansaço extremo, respiração e batimentos cardíacos acelerados, ansiedade, confusão mental ou cianose (pele, lábios ou unhas azulados).

Crianças e idosos, tabagistas, imunossuprimidos e pessoas com comorbidades sistêmicas, como doenças cardíacas e neurológicas, têm maiores chances de desenvolver insuficiência respiratória, reduzindo a capacidade respiratória e causando sensação de falta de ar persistente, fraqueza e fadiga muscular. Em casos mais graves, a condição pode evoluir para parada cardiorrespiratória e eventual lesão cerebral por falta de oxigênio.

O diagnóstico, ressalta a especialista, é feito com base na análise clínica, a partir da avaliação física, podendo ser complementado por meio de exames laboratoriais, de imagem ou ainda alguns outros mais específicos.

A tecnologia também vem avançando na área, auxiliando no tratamento de pacientes que necessitam de terapia intensiva: O uso da membrana extracorpórea (ECMO), que funciona como um pulmão artificial, tornou-se mais acessível, auxiliando a recuperação do pulmão em casos graves, mas reversíveis. E a diversificação dos tipos de máscaras para suporte ventilatório não invasivo facilita a oxigenação nas situações em que o corpo precisa de apoio para sua recuperação.

O Hospital Jayme da Fonte é referência na saúde pernambucana e conta com uma equipe multiprofissional especializada em diversas áreas. A unidade também possui um centro de diagnóstico por imagem, urgência e emergência 24h, consultas ambulatoriais.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem