A memória literária de Andréa Gondim Fernandes ganha nova edição com o lançamento de Histórias da Vida Inteira, publicado em 24 de fevereiro de 2026, data em que a autora completaria 95 anos. Falecida em 2012, Andréa tem sua obra agora reunida e apresentada ao público em um projeto conduzido pela própria família.
A edição do livro é assinada por sua filha, Mariú Gondim Fernandes, arquiteta e professora de idiomas, responsável por organizar e preparar os textos para publicação. As ilustrações são do neto da autora, Caio Gondim Fernandes, fortalecendo o caráter afetivo e intergeracional da obra.
Professora de português das redes estadual e federal, Andréa atuou no atual Instituto Federal de Pernambuco, onde lecionou, integrou o Serviço de Orientação Educacional e criou um grupo de dança e teatro. Também era formada em Direito, área na qual manteve fortes laços de amizade, embora nunca tenha exercido a profissão. Foi durante a graduação em Comunicação Social que surgiu o desejo de escrever, incentivado por colegas e professores.
Em 1986, lançou o livro Velhos Engenhos, obra que se tornou referência e fonte de pesquisa para outros livros, trabalhos acadêmicos e, recentemente, para uma série de documentários sobre os engenhos citados por ela. A partir de então, dedicou-se especialmente à escrita de contos, muitos deles publicados em antologias e coletâneas.
Agora, a família apresenta o primeiro volume reunindo esses textos: Histórias da Vida Inteira. A obra traz contos que revelam a densidade escondida nos gestos simples do cotidiano. Entre memórias, silêncios e afetos, as narrativas percorrem relações familiares, perdas discretas e momentos de transformação que moldam quem somos. Ambientadas no Nordeste brasileiro, as histórias exploram o tempo, a identidade e os vínculos que atravessam gerações, sempre com foco na humanidade dos personagens.
Disponível exclusivamente em formato digital na Amazon, o livro celebra não apenas os 95 anos de nascimento de Andréa Gondim Fernandes, mas também a permanência de sua voz literária, agora preservada e compartilhada pelas mãos de sua filha e de seu neto.
