A corrida pela sucessão na presidência da República já movimenta os bastidores com sondagens que testam a força de possíveis candidatos em redutos estratégicos. Levantamento realizado pelo instituto Alfa Inteligência e divulgado nesta quarta (26) pela CNN Brasil aponta que o presidente Lula (PT) mantém a hegemonia política em Pernambuco. Os dados indicam que, se a disputa fosse hoje, o petista venceria com folga qualquer um dos principais nomes ventilados pela oposição para o pleito de 2026.
No recorte pernambucano, o cenário de confronto direto contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) revela uma liderança consolidada do atual presidente. Lula alcança 60% das intenções de voto totais, o que corresponde a expressivos 72% dos votos válidos. Já Michelle aparece com 23% da preferência do eleitorado local, ou 28% dos válidos. A simulação aponta ainda que 14% dos entrevistados optariam pelo voto branco ou nulo, enquanto uma parcela mínima de 3% não soube responder.
Votos válidos
Quando o adversário
testado é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos),
a vantagem do presidente se mantém estável, mas a performance da
oposição oscila negativamente. Lula registra 59% dos votos totais e
Tarcísio soma 20%. Ao considerar apenas os votos válidos, o placar seria
de 70% para o petista contra 25% do governador.
Os números eleitorais em Pernambuco reflete a avaliação da gestão federal no estado. Para 42% dos pernambucanos ouvidos, o governo é considerado ótimo ou bom. A taxa de aprovação regular fica em 24%, enquanto a avaliação negativa soma 30%.
Alagoas
O levantamento também
aferiu a temperatura eleitoral em Alagoas, estado onde a disputa em 2022
foi mais acirrada. Embora Lula lidere com 44% no cenário estimulado — à
frente de nomes como Ciro Gomes (PSDB) e Ronaldo Caiado (União Brasil)
—, o destaque recai sobre a disputa interna no campo conservador. A
pesquisa evidencia que Michelle Bolsonaro possui um recall
significativamente superior ao de Tarcísio de Freitas entre os
alagoanos.
Enquanto o governador paulista figura com apenas 9% das intenções de voto, ficando tecnicamente empatado com Ciro Gomes, a ex-primeira-dama salta para 26% quando é apresentada como a candidata da oposição. Nesse cenário alternativo, Lula oscila para 40%, mas a diferença para o segundo lugar diminui, mostrando que o capital político do sobrenome Bolsonaro ainda é o principal mobilizador do voto antipetista na região, superando a imagem de gestor técnico de Tarcísio.
Avaliação dividida
A administração
federal enfrenta um crivo mais rigoroso em Alagoas do que em Pernambuco.
A aprovação é de 39%, mas a rejeição (ruim ou péssimo) atinge 35%,
configurando um eleitorado polarizado. Essa divisão explica as margens
mais estreitas nas simulações de primeiro turno no estado.
A metodologia aplicada pelo Alfa Inteligência envolveu entrevistas presenciais em dezenas de municípios de ambos os estados, garantindo um nível de confiança de 95%.
No estado de Pernambuco, o instituto conversou pessoalmente com 1.200 eleitores com 16 anos ou mais, distribuídos em 56 cidades. A margem de erro desse levantamento é de aproximadamente 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Já em Alagoas, o instituto entrevistou presencialmente 1.100 eleitores com 16 anos ou mais, em 35 cidades do estado. A margem de erro aqui é de cerca de 2,9 pontos percentuais, também para mais ou para menos.
