Programa da Casa Joaquim Nabuco percorre o Estado em parceria com outras instituições estaduais
Além das consultas médicas e exames, haverá serviços de cidadania e bem-estar. A população terá acesso gratuito a consultas de dermatologia, clínica geral, ginecologia, otorrino, urologia e odontologia. Também haverá triagem para exames oftalmológicos de catarata.
Dentre outros exames estão ultrassonografias de mama, endovaginal, tireóide, abdômen total (jejum no mínimo 8h/máximo de 12h) e mamografia.
Maiores informações pelos telefones: (81) 3183-2424, (81) 3183-2026, (81) 99570-0067 e (81) 99776-0117
Atendimentos de Cidadania
Os atendimentos à população são por ordem de chegada em áreas como negociação de débitos de água e luz realizados pela Neoenergia e a Compesa; oferta de microcrédito para Microempreendedor individual (MEI) e autônomos ofertados pelo BNB; e emissão de carteira de identidade com isenção de taxa para maiores de 60 anos pela Secretaria de Defesa Social (SDS).
As pessoas terão orientação jurídica em casos de pensão alimentícia, divórcio, investigação de paternidade e correção de registro pela Defensoria Pública. Também haverá serviços ofertados pelo Detran-PE e limpeza de pele.
Pé diabético
Na lista dos serviços está também o ‘Ambulatório do Pé Diabético (termografia)’ dedicado aos portadores da doença. O espaço voltado para atendimento e orientação aos diabéticos foi pensado por considerar que as feridas nesta região são as principais causas de amputação decorrente da doença.
O programa ‘Alepe Cuida’ é coordenado pela Superintendência de Saúde e Medicina Ocupacional da Alepe. Para o primeiro-secretário da Alepe, deputado Francismar Pontes, a iniciativa tem como missão aproximar os serviços essenciais da população, especialmente daqueles que têm mais dificuldade de acesso.
“Ao levar atendimento médico, ações de cidadania e orientações especializadas para perto das pessoas, reforçamos o compromisso da Assembleia com o cuidado, a inclusão e a qualidade de vida dos pernambucanos”, destacou.
Segundo o presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto, cada edição do Alepe Cuida é planejada para oferecer atendimento acolhedor e de fácil acesso. “Serviços como consultas e exames, ambulatório do pé diabético, emissão de documentos e orientações jurídicas fazem diferença real no dia a dia das famílias. Nosso objetivo é garantir que a população de Paulista conte com serviços que irão proporcionar saúde, bem-estar, cidadania e autonomia sobre seus direitos”, afirmou Porto.
Serviço:
O que: Programa Alepe Cuida
Onde: Paulista North Way Shopping (Rod. PE-15, nº242 - Centro, Paulista - PE)
Horários: das 9h às 12h e de 13h às 16h (atendimento por ordem de chegada)
Quando: 26/11
Telefones : (81) 3183-2424, (81) 3183-2026, (81) 99570-0067 e (81) 99776-0117Saúde auditiva em foco: Novembro Laranja amplia o debate sobre zumbido, misofonia e hiperacusia
Campanha nacional reforça a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado para sintomas que afetam a qualidade de vida de milhões de brasileiros
O som constante de um apito, chiado ou zumbido que parece não ter fim. Para milhões de brasileiros, essa é uma realidade diária que interfere no sono, na concentração e até nas relações pessoais. Durante o mês de novembro, o país se une na campanha Novembro Laranja, movimento de conscientização sobre o zumbido, a misofonia e a hiperacusia, sintomas auditivos que impactam significativamente a qualidade de vida e que merecem atenção médica especializada.
De acordo com Dr. Francisco de Biase, médico otorrinolaringologista do Hospital Santa Luzia, os sintomas costumam ser subestimados pelos pacientes, o que retarda o diagnóstico e agrava o quadro. “Muitos acreditam que o zumbido é algo normal da idade ou que não tem tratamento, mas isso é um mito. Quanto antes o paciente busca ajuda, maiores são as chances de controlar o sintoma e evitar impactos emocionais e sociais”, explica o especialista.
COMO SURGE A CAMPANHA
Com o passar dos anos, o movimento ganhou força e, desde 2017, passou a incluir também a misofonia, que se caracteriza pela intolerância a sons repetitivos de baixa intensidade, como o barulho de mastigação ou o clique de uma caneta, e a hiperacusia, definida como a sensibilidade exagerada a sons comuns do dia a dia. Embora diferentes entre si, essas condições têm em comum o fato de afetarem o bem-estar físico e emocional, podendo levar à ansiedade, isolamento social e queda de desempenho no trabalho ou nos estudos.
De acordo com dados publicados em fevereiro de 2025 pela Organização Mundial das Nações Unidas (ONU), mais de 5% da população mundial necessita de reabilitação para tratar a perda auditiva incapacitante. A projeção é de que, até 2050, mais de 700 milhões de pessoas, ou 1 em cada 10 habitantes, vivam com algum grau de perda auditiva grave.
No Brasil, segundo a Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde, cerca de 28 milhões de pessoas convivem com o zumbido, um sintoma que afeta diretamente a qualidade de vida e reforça a necessidade de campanhas contínuas de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento especializado.
TRATAMENTO
O tratamento pode envolver desde terapias sonoras e uso de próteses auditivas até acompanhamento multidisciplinar com fonoaudiólogos e psicólogos. Segundo Dr. Francisco, a orientação é sempre procurar avaliação profissional diante de qualquer alteração auditiva. “A prevenção ainda é o melhor caminho. Evitar o uso excessivo de fones de ouvido em volume alto, cuidar da alimentação e realizar exames auditivos periódicos são atitudes simples que fazem diferença a longo prazo”, reforça o otorrino.
O Novembro Laranja reforça, ainda, a importância de combater o estigma de que “não há o que fazer” diante desses sintomas. A campanha incentiva o diálogo, o acesso à informação e a busca por atendimento especializado, mostrando que há, sim, caminhos para o alívio e a melhora da qualidade de vida.





