Invasão a sistema do CNJ e fuga para a Itália: entenda por que Carla Zambelli foi presa

Invasão a sistema do CNJ e fuga para a Itália: entenda por que Carla Zambelli foi presa

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que estava foragida na Itália, foi presa nesta terça-feira. A parlamentar bolsonarista deixou o país em junho, dias após ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos de prisão por ter orquestrado a invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A Primeira Turma do STF condenou Carla Zambelli à pena de 10 anos de prisão em regime fechado, além de multa de cerca de R$2 milhões por danos morais coletivos e perda do mandato. A acusação é que ela foi a mentora intelectual da invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com o auxílio do hacker Walter Delgatti Neto.

O objetivo da invasão, que foi realizada em janeiro de 2023, era inserir um mandado de prisão falso em nome do ministro Alexandre de Moraes e manipular os bancos de dados do Judiciário. Delgatti foi sentenciado a oito anos e três meses de prisão, também em regime fechado.

 A deputada deixou o Brasil em 25 de maio pela fronteira do país com a Argentina em Foz do Iguaçu (PR), após a condenação. De Buenos Aires, a parlamentar embarcou para os Estados Unidos, de onde anunciou a fuga no dia 3 de junho. Em solo americano, antecipou que viajaria para a Itália por acumular a cidadania do país europeu.

Inicialmente, a justificativa de Zambelli para deixar o país foi de que ela teria ido para a Europa para um tratamento de saúde. Posteriormente, em entrevista à CNN Brasil, a parlamentar afirmou que foi para a Itália por ter cidadania italiana e que lá ela seria “intocável” e que Moraes não poderia extraditá-la. No dia seguinte, Moraes determinou a prisão preventiva da deputada.

Em sua decisão, Moraes afirmou que houve uma "inequívoca" intenção "de se furtar à aplicação da lei penal". "No caso de Carla Zambelli Salgado de Oliveira é inequívoca a natureza da alegada viagem à Europa, com o objetivo de se furtar à aplicação da lei penal, em razão da proximidade do julgamento dos embargos de declaração opostos contra o acórdão condenatório proferido nestes autos e a iminente decretação da perda do mandato parlamentar", escreveu o ministro na decisão.

 

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