A 25ª edição da Fenearte — Feira Nacional de Negócios do Artesanato, a maior feira de artesanato da América Latina, já começou e, como é tradição, traz uma pluralidade de itens, entre arte, artesanato, moda e gastronomia, em uma abundância de matérias-primas, técnicas e diversidade de territórios.
Quem visitar a feira no Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda,
até o dia 20 de julho, poderá conferir o trabalho de mais de 5 mil
artesãos, expositores e empreendedores de todo o Estado de Pernambuco,
outras partes do Brasil e do exterior, em cerca de 700 espaços.
Por isso, a reportagem da Folha de Pernambuco visitou a feira e preparou
um pequeno resumo da variedade de itens que é possível encontrar na
edição deste ano.
Arte com expressão
Logo na entrada do evento, na Alameda dos Mestres, é possível se deparar
com diversas obras de arte que carregam a assinatura de seus criadores
em cada traço e expressão. De Garanhuns, no Agreste de Pernambuco,
Valfrido de Oliveira Cézar, de 68 anos, mais conhecido como Mestre
Frida, impressiona com os Guerreiros/Operários entalhados na madeira.
Peças que, apesar de não possuírem os detalhes dos olhos e boca, encantam por carregarem uma expressão única e forte, que se tornou uma característica do trabalho do mestre. Os valores das peças variam entre R$ 25 e R$ 2.000, com a opção de chaveiros, o objetivo é dar a oportunidade a diversas pessoas de conhecerem a sua obra.
“Desde que comecei, faço nesse mesmo estilo. Sem olhos, sem boca, não sei exatamente de onde veio a inspiração, mas é uma terapia para mim. Sempre foi uma peça considerada diferente, e tornou-se um trabalho diferente. Hoje, é bem aceito por todo mundo, exatamente porque é diferente”, contou o mestre.