ALAGAMENTOS
“A pior área de drenagem da cidade é a bacia do Rio Tejipió que inclui
os afluentes desse. A gente fez a parte mais difícil que é captar
dinheiro. Serão vários níveis de soluções diferentes que juntos vão
resolver, como alguns bolsões e acumulações de água. A gente está
fazendo, o que nunca foi feito na história. A gente vai fazer obras que o
Recife nunca viu. O Recife não conhece um dique pra conter enchente,
não conhece o que é um parque alagável pra conter enchente, como a gente
vai fazer. Vamos ter que explicar isso às pessoas. Mas o que a gente tá
fazendo aqui é o que a engenharia e o mundo têm feito. Os problemas
crônicos de alagamento vão ter soluções que nunca tiveram.”
POPULAÇÃO DE RUA
“80% de quem está em situação de rua hoje, no Recife, tem ou dependência
química ou algum transtorno mental. A gente está aumentando a rede de
acolhida. Temos 12 casas, todas sendo reformadas e estamos construindo
novas. Tem restaurante popular, abrigo noturno e cozinha comunitária que
estão sendo expandidos. É preciso fortalecer o atendimento
psicossocial. Isso a gente está fazendo, fortalecendo os CAPES. Mas eu
acho que o Brasil deveria fazer uma discussão sobre saúde mental muito
mais profunda, que começasse nas escolas. Temos uma finitude de mão de
obra nessa área, por exemplo.”
OCUPAÇÃO DO CENTRO
Você precisa criar um incentivo para trazer as pessoas para morar no
centro. Como é que se faz isso? Primeiro, ter incentivo tributário. Quem
investir no centro, tem que pagar menos imposto. É isso que a gente
faz, é isso que o mundo todo faz. Tem que ter crédito mais barato. Além
disso, o Minha Casa, Minha Vida tem uma linha retrofit, que não tinha
antes. A gente lutou muito para conseguir isso. Você receber dinheiro
para retrofitar um prédio. A primeira PPP de locação social do Brasil
feita junto com a Caixa Econômica Federal vai ser aqui no Recife. Pegar
seis prédios que estão abandonados, retrofitar e colocar gente para
morar.
CRECHES
“A primeira vaga de creche do Recife foi aberta em 1981. Eu assumi em
2021, quarenta anos depois. Nesse tempo, foram abertas 6,5 mil vagas. Em
quatro anos, a gente vai entregar outras 6,5 mil vagas. Como é que faz
em quatro anos o que foi feito em 40 anos? É trabalhando muito.”
ORLA PARQUE
“É uma obra muito grande que será realizada através de contratos
diversos. Não iremos tratar somente de Boa Viagem, Pina ou Brasília
Teimosa. É Orla Recife. Vamos fazer tudo no mesmo padrão, na mesma
qualidade. O maior contrato vai ser o do calçadão, ciclofaixa,
iluminação, parque de paisagismo, as centralidades, entre outros. Vamos
finalizar o contrato até o início de janeiro e a expectativa é de que,
no início de fevereiro, comece a obra do calçadão. É uma obra em torno
de R$ 100 milhões. A gente passou mais de um ano e meio estudando e
montando o projeto, pegando referências Brasil e mundo afora do que dava
certo e do que não dava, para chegar no projeto no Recife.”
GERALDÃO
"A gente lançou um primeiro edital e depois fizemos uma revisão,
retirando o edital. Ele passou por algumas consultas no Tribunal de
Contas, alguns ajustes. Após a aprovação do TCE, vamos relançar o edital
de concessão do Geraldão. Há uma expectativa disso acontecer no próximo
ano. O edital tem duas frentes: uma é a manutenção do equipamento e o
outro é potencializar a captação de eventos.”
INCENTIVO À CULTURA
"A gente tem uma agenda muito intensa na cultura, com muitas conquistas.
Não existia antes uma lei de patrimônio vivo do Recife e a gente criou
essa lei. Anualmente, são três pessoas ou instituições eleitas através
de votação, passando pelo Conselho de Cultura. Isso é uma conquista
muito forte para a cultura popular. Temos também um sistema de incentivo
à cultura. Tivemos um processo inteiro de lançamento de editais, com a
profissionalização da escolha. A gente vai ter uma comissão de
pareceristas, que se chamam as pessoas que avaliam os projetos. “
RÉVEILLON E CARNAVAL
“O modelo do Carnaval do Recife do próximo ano já está consolidado,
pronto, montado, todo desenhado. Já temos quase 90% das contratações
feitas. O Carnaval é a realização mais difícil de ser feita na cidade.
Temos duas pessoas de gestão que monitoram todo esse processo. Não
haverá mudanças. Esse Réveillon é um formato novo. É uma festa que o
mundo inteiro comemora. Quem sai ganhando é quem potencializa as
atrações locais para captar turistas. Fizemos esse modelo com uma
parceria público-privada, sem custo, com 97% do chão ocupado de forma
gratuita e 75% do palco. Serão R$ 7 milhões investidos, mas zero da
Prefeitura. Economizamos recursos para lançar três novos polos: Casa
Amarela, Ibura e Lagoa do Araçá.”
INVESTIMENTOS
“A gente tem batido recordes de investimentos em todas as áreas. Isso é
um desafio. Não adianta ter dinheiro se não se tem capacidade de fazer.
Fiz uma seleção simplificada de engenheiros e arquitetos com
aproximadamente 200 profissionais É preciso ter gente para fazer
projeto, para fiscalizar obra. Vamos passar de R$ 700 milhões investidos
este ano. É o maior da história do Recife. No próximo ano, minha meta é
o Recife ser a primeira cidade do Nordeste em investimento público,
ultrapassando cidades que têm uma arrecadação maior como Salvador. Tem
como fazer. Agora, isso, lógico, demanda um esforço de gestão enorme.”
OBRAS NOS MORROS
“Durante a eleição, não foi um compromisso verbalizado bater recorde de
investimento e infraestrutura de morros. A gente tinha uma média de
investimento na cidade que era de R$ 30 milhões por ano em
infraestrutura de morro. São mais de 3,4 mil obras entregues em áreas de
morro. Vamos fechar este ano com R$ 120 milhões. O que era R$ 30
milhões, virou R$ 120 milhões. Por isso que tem muita obra.”
BID
“São dois empréstimos: um de R$ 500 milhões e outro de R$ 1,5 bilhão. A
gente já recebeu R$ 126 milhões dos R$ 500 milhões. Agora entrou os
primeiros R$ 64 milhões do (empréstimo) de R$ 1,5 bilhão. A turbina está
sendo ligada e ela vai começar a acelerar mesmo a partir do próximo
ano. Então, o volume de obras que a gente já vê é sem o maior volume dos
R$ 2 bilhões do BID. A partir do ano que vem, cinco anos para frente é
obra que não acaba mais. O dever de casa que a gente fez até aqui, rodou
muita coisa com recursos próprios e um pouco com operação nacional de
crédito com Caixa Econômica e Banco do Brasil”.
REFORMA TRIBUTÁRIA
“É inegável que o Brasil precisa de uma reforma tributária. Mas que seja
o mais justa possível. Se você quebrar um mecanismo de incentivo do dia
para noite, várias empresas deixam o Nordeste para ir a outro lugar.
Então, tem que ter mecanismos de proteção de desigualdade regional como o
fundo compensação. E super tributar a área de serviços é um risco muito
grande, principalmente para cidades como o Recife. Os principais
setores estão protegidos no texto, a exemplo da saúde e educação. E
talvez a principal medida que a gente tenha conseguido colocar – fico
feliz de ter sido um articulador direto disso – é um dispositivo para
regeneração de centros urbanos. Ele vai possibilitar que áreas de
degradação urbana possam ter um regime especial de tributação. como será
o Porto Digital.”
ACORDO SOBRE ICMS
“Eu acho que a nossa prática tem que caber dentro do discurso. Eu disse
lá na Amupe. Se tiver uma solução que precise do apoio de Recife, Se for
algo razoável, contem comigo porque eu acho uma coisa injusta você
botar quem é grande para brigar com o pequeno, como se tivesse essa
diferença de tamanho. Estou sendo coerente com o que eu disse. Estranho
seria se eu tivesse dito isso e, ao receber uma ligação do deputado
Álvaro Porto (presidente da Alepe), eu tivesse dito não tem nada a ver
comigo.Eu não sou assim. Se eu puder ajudar, eu vou ajudar. Os R$ 7,5
milhões, é menos de 1% do repasse de ICMS ao Recife. Eu vou ter um dever
de casa que é ir atrás desses R$ 7,5 milhões de outra forma. Se pegar a
arrecadação do ISS deste ano e for verificar a do próximo ano, vocês me
cobram se a gente não tiver incrementado esse valor em R$ 7,5 milhões.”
ELEIÇÕES 2024
“A gente falou aqui de empatia, de se colocar um lugar do outro. Eu me
coloco também no do eleitor e do cidadão, principalmente. Eu tenho
certeza que o pessoal quer me ver trabalhando, focando na gestão,
focando nas entregas do que estar focado na disputa política ou na
eleição. A gente tá fechando o ano e o ano que vem é eleitoral. A partir
do momento que vai chegando o período eleitoral as decisões vão sendo
tomadas. A gente tem aquela máxima de que ‘quem tem prazo não tem
pressa’. Vocês não vão ver a minha agenda ser diferente. Do dia que eu
assumi até aqui, eu trabalho de forma intensa e não vou parar.
PT NA VICE
“Vários partidos aliados nos ajudam na gestão, inclusive o PT. A gente
conversa no dia a dia com os partidos, mas na minha cabeça está muito
claro. A gente tem etapas diferentes num governo. Você tem a etapa, no
início, de consolidar os projetos, organizar os planos, definir as
diretrizes. No segundo ano é um ano decisivo de área meio, de botar
para funcionar, e a gente tá no momento acelerando, a gente bateu
recorde esse ano de investimento e vai bater no ano que vem. Se perder o
foco, quem sai perdendo é a cidade.”
UNIÃO BRASIL
“Foi um movimento que me deixou muito satisfeito do ponto de vista
político por vários motivos. Esse reencontro com Fernandinho (Coelho,
deputado federal), Miguel (ex-prefeito de Petrolina) e Antônio (atual
secretário de Turismo da PCR) tem também um caráter afetivo. Eu tive a
oportunidade e eu vi meu pai caminhando com eles. Eu tenho uma uma
relação muito boa também com um presidente nacional, Luciano Bivar, que é
um parceiro que tem um diálogo sempre próximo da gente. Antonio, com
dois ou três meses de secretário, conseguiu estruturar um Réveillon de
grande porte, montar uma lei de incentivo ao turismo, fazer o circuito
natalino. Quando você junta a o arranjo político com a capacidade
administrativa. Isso é muito bom.”
LULA E BOLSONARO
“Eu acho que esse ano, a gente começou a viver em uma espécie de
primavera, né? Em um tempo de coisas florescerem no Brasil que estavam
esquecidas. Eu fui deputado federal e do primeiro ao meu último dia de
mandato eu fiz uma oposição rigorosa a Bolsonaro, virei prefeito,
continuei na oposição, mas busquei dialogar. Fui a Brasília tentar falar
com algum ministro, conversar com o deputado da base. Vocês nunca vão
me ver sem dialogar, sem conversar, porque eu acredito e faço. Mas o
fato é que o Brasil, hoje, ele vive um momento diferente. Bolsonaro não
fez nada pelo Recife, nada esses dois anos do senhor. Como gestor ele
travou o Brasil todo. Era um governo desmontado. Eles gastavam energia
só com essas pautas absurdas que não melhoram a vida de ninguém. O
Governo Lula, nesse primeiro ano, teve um papel fundamental de
restabelecer essa institucionalidade e lógico para a gente, como aliado
político, isso é muito importante porque a cidade está ganhando.”
DINO NO STF
Conversei com ele quando ele foi indicado e também na véspera da
Sabatina (no Senado). Eu acho Flávio Dino (até então filiado ao PSB) um
dos maiores quadros públicos brasileiros. Conheci ele quando fui pra São
Luís do Maranhão acompanhando o meu pai. Um cara muito fora da curva,
uma pessoa brilhante, preparada, de espírito público elevadísimo. Eu não
tenho dúvida nenhuma de que ele talvez seja o mais brilhante Ministro
que o Supremo Tribunal tenha visto aí no período recente. Eu disse
inclusive a ele que meu coração estava dividido porque minha outra
metade do coração pensa na política e a política perdeu.
SUBSTITUTO DO PSB
A gente entende que existem quadros no partido com alta capacidade para
poder conduzir o trabalho que Dino vinha fazendo. O PSB tinha um espaço,
perdeu. É natural que o PSB reivindique, que faça uma conversa. Agora, o
que não é feitio do nosso partido, vocês nunca vão ver, é uma conversa
de nível rasteiro, de chantagem, de ameaça, isso não existe. Mas quem
vai conduzir isso é o presidente Lula. É um princípio fundamental
respeitar a autoridade do Presidente da República. Essa história de
querer enfrentar o presidente, querer desmoralizar o governo, querer ir
com isso. Isso a gente tem um presidente eleito, um presidente aliado,
um presidente está fazendo um bom trabalho no Brasil que precisa do
apoio do nosso conjunto e nós vamos apoiar a decisão do presidente
Lula.
