O juiz rejeitou o argumento de que a proximidade do ministro com o presidente gera, necessariamente, benefício indevido ao governo. Ele lembrou que é comum magistrados se darem por impedidos e não participarem de julgamentos envolvendo antigos clientes, por exemplo.
"Não prospera a impressão de que os ministros sempre emitem votos favoráveis aos interesses diretos do governo que os nomeou, como, aparentemente, vem sustentado nas peças inaugurais das ações populares ora examinadas", acrescentou.
O juiz abriu prazo para a União e os deputados enviarem manifestações.
Ele adiantou, no entanto, que em uma análise preliminar não vê
'fundamentos fáticos e jurídicos' para derrubar a indicação.
