ONG CasaRosa recebe doações e inicia agendamentos de mamografias

ONG CasaRosa recebe doações e inicia agendamentos de mamografias

 Dentro das ações do Outubro Rosa, o Centro Diagnóstico Lucilo Ávila está doando mamografias para a Organização Não-Governamental CasaRosa. Serão 40 doações para a ONG, que acolhe e dá assistência para mulheres vindas do interior de Pernambuco para tratamento do câncer. A CasaRosa prevê uma série de ações para o mês de outubro, como a realização de rodas de conversa, palestras e visitas a hospitais. Nesta quinta-feira, foram iniciadas as marcações dos exames na sede ONG, no bairro da Encruzilhada. Os agendamentos são presenciais e serão feitos até nesta sexta-feira.  Cerca de 500 mulheres serão atendidas.

Comandada por Bruna Trajano, Cristina Maranhão e Kadja Camilo, a CasaRosa iniciou suas atividades em 2014, e, desde então, acolhe mulheres diagnosticadas com câncer de mama em situação de vulnerabilidade social, que vem do interior e precisam realizar tratamentos nos hospitais públicos do Recife, através de encaminhamentos feitos pelos próprios hospitais.

Por meio de palestras, ações em empresas e vendas de produtos institucionais, a ONG arca com alimentação, acomodação e atendimento com psicólogos e nutricionistas, contando sempre com doações e trabalho voluntário.

 

CÂNCER DE MAMA

 

Quando descoberto nos estágios iniciais, a chance de cura do câncer de mama chega a 95%. O diagnóstico precoce pode ser feito por meio de mamografias, acima dos 40 anos, e ultrassonografia, em pacientes mais jovens. No período do Outubro Rosa, o Lucilo Ávila incentiva que mulheres priorizem a prevenção e o diagnóstico, além de divulgar informações e desfazer preconceitos em relação ao câncer de mama. A campanha de 2022, cujo tema é “A Beleza de se cuidar”, é a primeira depois dos reforços de vacinação contra a Covid-19. 

“Campanhas como o Outubro Rosa são fundamentais porque ampliam o alcance das informações, fortalecem a importância do rastreamento - que são os exames de rotina e precisam ser feitos antes mesmo de a mulher ter qualquer sintoma - buscando o diagnóstico da doença ainda no estágio inicial e, portanto, tratável, curável”, reforça a radiologista Mirela Ávila, Diretora Médica do Centro Diagnóstico Lucilo Ávila.

 

NÚMEROS

O câncer de mama é a primeira causa de morte por câncer na população feminina em quase todas as regiões do Brasil, segundo dados atualizados do Instituto Nacional do Câncer. A exceção é a região Norte, com prevalência do câncer do colo do útero. Ainda segundo o Inca, a taxa de mortalidade por câncer de mama, referente à população mundial, foi 11,84 óbitos/100 mil mulheres, em 2020. No Brasil, as maiores taxas estão nas regiões Sudeste e Sul, com 12,64 e 12,79 óbitos/100 mil mulheres, respectivamente (INCA, 2022). Pernambuco tem uma taxa estimada de 12,35 óbitos para cada 100 mil mulheres.

Na mortalidade proporcional por câncer em mulheres, no período 2016-2020, os óbitos por câncer de mama ocupam o primeiro lugar no país, representando 16,3% do total. Em 2022, estima-se que ocorrerão 66.280 novos casos da doença. Em dados percentuais, a mortalidade proporcional por câncer de mama é de 17,2% no Sudeste, 16,8% no Centro-Oeste, 15,6% no Nordeste e 15,5% no Sul. Lembrando ainda que a doença também acomete homens, mas com baixa incidência - eles representam cerca de 1% do total de casos.

DERRUBANDO MITOS

É importante enfatizar que apenas 15% das pacientes com diagnóstico de câncer de mama têm histórico familiar; 85% dos casos não têm qualquer relação com hereditariedade. “O tecido mamário, em si, é um tecido de risco”, alerta a radiologista Mirela Ávila. “Muitas pessoas, por medo ou desinformação, evitam o assunto e acabam atrasando o diagnóstico”, avalia. Ela reitera que quanto mais cedo a descoberta, mais chances para o êxito do tratamento: “A gente passa a ter uma possibilidade imensa de não apenas curar, mas também de não precisar de tratamentos mais agressivos", acrescenta.

Quando a descoberta se dá em estágios iniciais, a cura do câncer de mama chega a 95%. Mamografias, para as mulheres com mais de 40 anos, e ultrassonografia, em pacientes mais jovens, devem ser utilizadas na busca por um diagnóstico precoce.  E, mesmo em diagnósticos positivos, dependendo do caso, a quimioterapia pode até nem ser necessária, resultando num tratamento mais brando, com a preservação da mama, e uma qualidade de vida muito melhor. “É sobre perspectivas reais de vida que lidamos quando nos deparamos com diagnósticos precoces,” define a radiologista.

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