Caso Genivaldo: perícia afirma que gases tóxicos colapsaram pulmão da vítima

Caso Genivaldo: perícia afirma que gases tóxicos colapsaram pulmão da vítima

 

O laudo pericial sobre a investigação da morte de Genivaldo de Jesus dos Santos, após ser trancado no porta-malas de uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e submetido a inalação de gás lacrimogêneo, aponta que ele morreu em decorrência da ingestão de gases tóxicos, que provocaram um colapso em seu pulmão. 

A perícia também demonstrou que Genivaldo não reagiu a abordagem polícial e que o uso de força pelos agentes foi "desproporcional".  As informações foram divulgadas pelo Fantástico, da TV Globo, na noite deste domingo, 9.

Segundo a perícia, o esforço físico e o estresse causados pela abordagem policial resultaram em uma respiração acelerada de Genivaldo, o que pode  ter potencializado ainda mais os efeitos tóxicos dos gases. O laudo concluciu que com a detonação do gás lacrimogênio, dentro da viatura, foram liberados gases como o ácido sulfídrico, que pode provocar convulsões e a incapacidade de respirar. 

A abordagem durou 11 minutos e 27 segundos, mas Genivaldo foi levado para atendimento médico apenas 12 minutos depois e já chegou sem vida ao hospital.  

O caso

Genivaldo de Jesus dos Santos morreu aos 38 anos após uma abordagem por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na cidade de Umbaúba, no sul de Sergipe, em 25 de maio deste ano. O homem, que era diagnosticado com esquizofrenia e aposentado por invalidez, foi abordado por três políciais enquanto pilotava moto da irmã pela BR-101. 

A Polícia Federal indiciou os três agentes da PRF por homicídio qualificado e abuso de autoridade. Os policiais também foram afastados.

 

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