Uma grande bandeira nas cores LGBTQIA+ foi estendida na calçada do bar localizado na Rua Visconde de Pirajá, quase esquina com a Rua Farme de Moraes. Ao redor dela, os presentes, entre clientes e funcionários, aplaudiram quando o casal se beijou.
- Frequento o Popeye há seis anos e vim aqui para apoiar o estabelecimento. Conheço a cultura do bar e como já aconteceu aqui outras vezes, acho que devia estar muito cheio e eles não deviam estar conseguindo atender todo mundo - opina a publicitária Aline Rizzotto, de 47 anos.
Monteagudo afirmou que o casal sempre foi frequentador do Popeye e o local sempre teve a presença de membros da comunidade LGBTQIA+. No entanto, no dia 7 de setembro, eles tentaram comprar um chopp no balcão e um funcionário informou que havia uma ordem para que homossexuais não fossem atendidos.
- O sócio Milton Caruso de Freitas falou que não queria a gente no bar dele e que não iria vender para gays. Quando chegamos no local, outros amigos disseram que tinham passado pela mesma situação. Registramos uma queixa na delegacia porque não há mais espaço para a homofobia - afirma o advogado.
Antônio de Pádua, outro sócio do Popeye, foi ao bar para apoiar o beijaço. Ele aproveitou para garantir que o bar nunca discriminou seus clientes e afirmou que o ocorrido não irá se repetir. Também revelou que Freitas está afastado.
- Estamos aqui há 53 anos e a comunidade LGBTQIA+ sempre esteve entre nossos clientes. Entre nossos funcionários também temos homossexuais. Somos conhecidos por sermos agregadores - disse.
O administrador Leonardo Boller, de 43 anos, reitera a versão do casal. Recorda que além do casal, outras pessoas também não foram atendidas por serem homossexuais.
- Estava muito cheio e tinham muitos bolsonaristas. Imagino que o sócio não tenha nos atendido por isso - afirma.
O designer aproveitou para deixar claro que o casal reprova a conduta de Freitas. Ainda elogiou Pádua:
- É claramente uma ação do Milton e não da casa. Temos muito carinho pelo Popeye e sempre fomos bem atendidos na casa. A ação veio do Milton e quem ter que ser responsabilizado criminalmente é ele.
