Ex-vereador Jerominho morre após ser baleado na Zona Oeste do Rio

 

O ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho, conhecido como 'Jerominho', de 73 anos, morreu na tarde desta quinta-feira, 4, após ser atingido por disparos de arma de fogo na Estrada Guandu do Sapé, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada ao Terra pela Polícia Militar.

Jerominho é acusado de ser um dos criadores da principal milícia do Rio, a 'Liga da Justiça', que atua na Zona Oeste da capital. Ele teria a fundado junto com o irmão, o ex-deputado Natalino Guimarães. 

Conforme informado por testemunhas, dois homens munidos de fuzis passaram de carro e atiraram em direção ao ex-parlamentar, que foi atingido no abdômen e na perna. 

Segundo a PM, o ex-vereador foi socorrido ao Hospital Oeste Dor, onde não resistiu aos ferimentos. Um cunhado da vítima também foi atingido na ação e socorrido ao Hospital Municipal Rocha Faria.

A Polícia Militar informou que o policiamento foi intensificado na região da ação e em diversos pontos da Zona Oeste da cidade, reduto eleitoral do ex-parlamentar. A ocorrência segue em andamento.

Em nota, a Polícia Civil afirmou ao Terra que a investigação ficará a cargo da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Os agentes estão em diligências para identificar os autores do crime.

Quem era Jerominho

Ex-policial civil, Jerominho tentou iniciar a carreira política em 1998, quando concorreu a deputado estadual pelo PSC. Na ocasião, recebeu 18.152 votos e não se elegeu.

Dois anos depois conseguiu se tornar vereador pelo então PMDB (hoje MDB), com 20.560 votos. Em 2004 foi reeleito, pelo mesmo partido, com 33.373 votos. Em 26 de dezembro de 2007, um ano antes do fim de seu mandato, foi preso pela Polícia Civil do Rio sob acusação de liderar uma milícia na zona oeste junto com o irmão, Natalino Guimarães, deputado estadual eleito em 2006.

Em 2008 Jerominho foi uma das 225 acusadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias, criada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e presidida pelo então deputado estadual Marcelo Freixo. Acusado de criar a Liga da Justiça, mais famosa milícia do Rio, o ex-vereador ficou preso até 2018.

Em 27 de janeiro deste ano, Jerominho foi preso mais uma vez, porque havia uma ordem de prisão por um crime cometido em 2005 (extorsão praticada com uso de arma de fogo contra motoristas de van). Foi libertado em 1º de fevereiro, depois que a Justiça concluiu que ele já havia cumprido essa pena. Dois dias antes de ser preso, Jerominho tinha anunciado que pretendia ser candidato a deputado federal pelo Patriota.

(*Com informações do Estadão Conteúdo)

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