Justiça faz Record ficar contra a Igreja Universal; entenda

Uma novela que durou 15 anos chegou ao fim. Por meio da Record News, de propriedade do bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, a Record será obrigada a exibir quatro programas sobre religiões de origem africana.

A ação foi aberta no ano de 2004, e foi causada após a exibição, pela Record, de diversos programas considerados ofensivos à história de religiões africanas.

A ação envolveu a emissora aberta e a extinta Rede Mulher, que pertencia ao Grupo Record. Entre as ofensas estavam quadros como Mistérios, Sessão de Descarrego e Orixás, Caboclos e Guias: Deuses ou Demônios. A informação é da colunista Cristina Padiglione, do jornal Agora São Paulo.

A ação foi impetrada pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, com o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e da Desigualdade (CEERT) e o Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro Brasileira (Intercab).

No processo, a reivindicação era que a reparação fosse feita dentro da programação, e não da Record News, um canal de notícias e de alcance muito inferior à emissora principal. Procurada, a Record não se manifestou.

“Domingo Espetacular” exibe vídeo falso sobre tragédia em Brumadinho

No último domingo (27), o “Domingo Espetacular”, da Record, acabou divulgando uma fake news. Durante a exibição de uma matéria, um vídeo falso foi mostrado como sendo referente à tragédia de Brumadinho (MG), que ocorreu na sexta-feira (25).

No Twitter, um internauta notou o erro do programa. “A Record acabou de exibir um vídeo falso sobre a barragem”, disse. “Exibiram agora no Domingo Espetacular como se fosse da tragédia em Brumadinho”, completou.

O jovem ainda explicou que a emissora colocou a data do vídeo como sendo a do dia da tragédia, mas que se tratava de um material antigo. “Ainda colocaram um letreiro com a data do rompimento da barragem: 25 de janeiro. O vídeo verdadeiro é de um desmoronamento nas obras de uma hidrelétrica em Sinop, Mato Grosso, gravado em 8 de outubro de 2015”, afirmou.

 

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